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Análise da DAPP sobre os protestos do 13M revela mudanças no cenário político

Estudo realizado com base no Twitter aponta crescimento setores não alinhadas aos polos pró e antigoverno durante as manifestações de 13 de março

há 2 anos

As menções no Twitter aos protestos de 13 de março (13M) vêm demonstrando uma mudança de posicionamento dos usuários brasileiros da rede social. De acordo com um estudo da Diretoria de Análise de Políticas Públicas (FGV/DAPP), apesar de o volume de citações durante as duas maiores manifestações terem sido semelhantes, cresceu a proporção de pessoas não alinhadas aos polos pró e antigoverno. A tendência pode indicar que a rejeição mais difusa, não limitada ao governo, mas ao sistema político como um todo.

Grafo mostra menos interações nos polos pró-governo (vermelho) e de oposição (azul) e o aumento proporcional de "independentes" (amaralo) (Crédito: FGV/DAPP)

Grafo mostra menos interações nos polos pró-governo (vermelho) e de oposição (azul) e o aumento proporcional de “independentes” (amaralo) (Crédito: FGV/DAPP)

Os dados, apurados pelo Monitor de Temas, ferramenta da FGV/DAPP para monitoramento das menções relacionadas às políticas públicas nas redes sociais, foi destaque no jornal Valor Econômico. Em termos de volume, foram contabilizadas cerca de 900 mil menções no Twitter no durante ato do último domingo, 13 de março, o maior protesto antigoverno desde o início do atual mandato. Os números são pouco menores do que os de 15 de março de 2015, quando foram computados 1 milhão de menções. Mas a maior diferença se dá no crescimento proporcional do grupo considerado “independente”, que empregam em geral uma linguagem de humor e sarcasmo para “deslegitimizar” o debate entre governistas e oposicionistas. 

Em entrevista ao jornal, Marco Aurelio Ruediger, Diretor da FGV/DAPP, acredita que esse fenômeno pode significar a abertura de um novo horizonte de identidade política, não alinhada a nenhum dos partidos e atores que referenciaram a política brasileira nos últimos 30 anos. “Essa nova identidade pode estar assentada sobre a rejeição do sistema político como um todo e aberta a um alinhamento cultural ou identitário ainda indefinido com novos atores emergentes”, afirma. 

Veja abaixo mais detalhes do estudo:

Análise 13M from FGVDAPP


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