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Casos de dengue aumentam 62% em áreas olímpicas

Cases registered in 2016 in the Barra and Jacarepaguá region, which concentrates many sports facilities, reaches more than double the total recorded in 2015

há 12 meses

Parque olimpico

Cresceu o número de casos de dengue até o mês de abril em mais da metade dos principais bairros que receberão eventos das Olimpíadas, na comparação com o mesmo período do ano passado. Na soma dos registros em Copacabana, Maracanã, Barra da Tijuca, Engenho de Dentro, Madureira e Deodoro, já são 499 casos neste ano, contra 313 em 2015, um aumento de 62%, de acordo com dados da Secretaria de Saúde do Município do Rio de Janeiro, atualizados até 2 de maio e compilados por um estudo da Diretoria de Análise de Políticas Públicas (FGV/DAPP).

Na Barra, onde fica o Parque Olímpico, mais que dobrou o número de casos em 2016: até o fim de abril em 2015, houve 93, contra 188 neste ano. Em Madureira, passou de 36 para 154. Já o Engenho de Dentro manteve números próximos, enquanto em Copacabana e no Maracanã houve uma pequena queda. 

Redução da verba de combate à dengue

Em contrapartida, os recursos para vigilância sanitária na cidade vêm caindo nos últimos anos. O total de recursos liquidados destinado à vigilância em saúde, prevenção e controle de doenças na cidade, incluindo o combate à dengue, caiu de R$ 60,88 milhões, em 2012, para R$ 24,97 milhões, em 2015. Este ano, até agora, foram empenhados cerca de R$ 18 milhões, mas o valor pode ser alterado até o fim do ano. 

Além disso, houve queda nos recursos descentralizados, distribuídos pela prefeitura para o combate à dengue nas cinco regiões atendidas por coordenadorias gerais de atenção primária, de R$ 61,43 milhões liquidados, em 2014, para R$ 41,84 milhões, no ano passado. A pesquisa foi apresentada em reportagem do jornal O Globo.

Diante do alarme internacional pelo risco de epidemia de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, como dengue e zika vírus, a prefeitura do Rio anunciou o reforço da vistoria das instalações olímpicas a partir de abril. Um projeto-piloto desenvolvido pela FGV/DAPP pretende aumentar a eficiência e otimizar a aplicação de recursos por meio do uso de drones para fiscalização de criadouros do mosquito. O projeto é uma das primeiras iniciativas do DAPP LAB, o núcleo de inovação da FGV/DAPP, que tem por objetivo estimular a adoção sistemática de novas tecnologias pelos agentes públicos.

Dengue RJ por AP
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