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DAPP Debate: “Cidadania 2.0: o caso do eMude”

há 1 ano

A rede tem contribuído de maneira decisiva para que o cidadão participe e contribua com as políticas públicas. Mas apesar da explosão dos novos canais de comunicação, ainda não poucas as ferramentas que possibilitam os gestores públicos acessarem dados e informações produzidos diretamente pela população. Conferir mais voz às pessoas e reverter esse quadro é o objetivo do aplicativo eMude, que permite a avaliação anônima de serviços públicos nas áreas de educação, segurança, saúde e transporte. O programa foi apresentado nesta quinta-feira, 14 de abril, durante mais uma edição do DAPP Debate, evento da Diretoria de Análise de Políticas Públicas (FGV/DAPP) que tem por objetivo discutir assuntos ligados a inovação, tecnologia e democracia.

Durante a palestra, Vinícius Pantoja e Vítor Coff Del Rey, presidente e network manager do eMude, apresentaram a proposta do aplicativo, já disponível para aparelhos com sistema Android e em breve para iOS. A partir das contribuições dos usuários, são gerados dados abertos e gratuitos, que podem ser acessados para se conhecer mais a fundo uma determinada região e se propor melhorias nas políticas públicas.

“Percebemos que as pessoas já estão se organizando em grupos na internet para debater questões de seus bairros, regiões, etc. Nossa ideia é focar no pequeno território, no espaço onde as pessoas convivem, interagem, e de maneira indireta melhorar a cidade como um todo”, explica Pantoja.

De acordo com os idealizadores, a grande inovação do eMude é não trazer apenas questões objetivas, mas também de ordem subjetivas, como por exemplo, o quanto eles se sentem seguros em uma determinada área da cidade, se estão satisfeitos com os serviços de saúde, etc. Além dos usuários dos serviços, há a possiblidade também dos profissionais expressarem sua visão, também de maneira anônima.

“Hoje temos no Rio de Janeiro 41 escolas ocupadas. Nosso aplicativo pode ser uma ferramenta para saber qual é a demanda específica de cada uma dessas ocupações, e compará-las. O que cada escola sente que está faltando? O que professores, funcionários e alunos acreditam que está errado?”, aponta Del Rey.   


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