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DAPP e Open Knowledge lançam Índice de Dados Abertos para o Brasil

Com uma pontuação de 64%, país ocupa no 8º lugar em ranking mundial e lidera entre nações da América Latina

há 7 meses

A Diretoria de Análise de Políticas Públicas (FGV/DAPP) lança nesta quinta-feira (27/04) em parceria com a Open Knowledge Brasil (OKBR) a edição anual do Índice de Dados Abertos para o Brasil (ODI, na sigla em inglês). O levantamento é uma ferramenta de avaliação e identificação de gargalos, de forma a orientar a administração pública em relação ao aprimoramento de suas políticas de dados abertos.

facebook-brasilAo todo, foram analisadas, a partir de nove critérios, 15 dimensões relacionadas a temas como gastos públicos, meio ambiente e legislação. O país alcançou, no balanço geral, pontuação de 64%, o que o coloca em oitavo lugar no ranking mundial, uma posição antes dos Estados Unidos. Numa comparação entre os países da América Latina, o Brasil lidera.

No entanto, a pontuação geral indica que ainda há muito espaço para aprimoramentos. Apenas seis — ou 40% — dimensões do índice receberam a nota total, ou seja, foram consideradas totalmente abertas: orçamento público, resultados eleitorais, mapas nacionais, estatísticas socioeconômicas, leis em vigor e atividade legislativa. Já para três dimensões pesquisadas, não foram sequer encontrados bancos de dados públicos: localizações, qualidade da água e propriedade da terra.

O problema mais recorrente encontrado no conjunto de datasets foi a dificuldade de se trabalhar os dados e, em segundo lugar, a não disponibilização da base de dados completa para download. Isso indica que os órgãos responsáveis pelas informações talvez não tenham a compreensão de que a facilitação do processo de edição e manipulação dos dados é também sua responsabilidade e parte importante da transparência.

Três dimensões não apresentaram qualquer gargalo, seja em relação à usabilidade, seja em relação ao seu processo de disponibilização: estatísticas socioeconômicas, mapas nacionais e orçamento público. No extremo oposto, a dimensão qualidade do ar apresentou problemas em quase todos os critérios da avaliação.

Com isso, a FGV/DAPP e a OKBr sinalizam recomendações, com base nos resultados preliminares do levantamento:

– Em primeiro lugar, identificamos a necessidade de sincronização do modo de provimento dos dados em todas as dimensões, de forma a parametrizar a qualidade do serviço de disponibilização dos dados entre os diferentes órgãos. Para isso, é importante determinar estratégias de atuação para cada unidade de acordo com um manual de orientação geral que pode ser gerado com insumos deste mesmo relatório.

– Recomendamos, adicionalmente, a criação de formas inovadoras de apresentação das informações, por meio da criação de uma metodologia de visualização de dados. Esta ação deve contribuir significativamente para melhora da usabilidade das bases no escopo nacional, além de reforçar a posição de liderança no Brasil no que diz respeito ao avanço da política de transparência.

>>> Confira a íntegra do relatório:
pt-odi-br-2017

>> Also available in English:

en-odi-br_capa


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