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DAPP participa de seminário sobre democracia e fake news no Senado Federal

Diretor destaca a importância da transparência para o processo político e eleitoral no ano que vem

há 4 meses

A Diretoria de Análise de Políticas Públicas participou nesta terça-feira (12/12) do seminário “Fake News e Democracia”, promovido pelo Conselho de Comunicação Social do Senado. Dividido em quatro painéis, o evento discutiu a disseminação de fake news e o uso de contas automatizadas, os chamados robôs, em importantes momentos da política. A FGV/DAPP foi representada pelo diretor Marco Aurelio Ruediger, que falou sobre formas de combate a conteúdos falsos na internet.

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— Cada um dos atores das eleições tem perspectivas diferentes do que são as redes sociais e para que elas servem. Mas todos querem maximizar os benefícios sob sua perspectiva. O ecossistema é desequilibrado e, nessas condições, a resultante para a sociedade é um subótimo — destaca Ruediger. — O que propomos como ideal é evitar o mau uso de recursos públicos pelas campanhas, evitar assimetrias danosas ao processo democrático e geridas artificialmente, ampliar a transparência e obter um consenso entre os atores-chave nas redes.

O diretor da DAPP também destacou pontos que considera chave para a transparência do processo, como monitorar esses robôs e estabelecer parâmetros de transparência e checagem pública.

— Não estamos lidando com uma questão transitória, o uso de contas automatizadas é um instrumento de disseminação de informação e até uma forma de poder. A saída que nós temos é fazer o processo mais transparente possível e eu acho que isso é factível na medida em que temos recursos públicos — afirma Ruediger. — m primeiro lugar, temos que pensar em monitorar, identificar e analisar robôs e fake news. Em segundo, estabelecer parâmetros de transparência e checagem pública para sites, URLs, apps e mecanismos de disseminação. E por fim, organizar os stakeholders, não só entre partidos, mas entre aqueles que vão prover informação de apoio às legendas e ao tribunal.

 

Também foram discutidos a checagem dos dados, como se originam e quem dissemina as fake news. Nesse contexto, a transparência nas campanhas foi colocada como fundamental por todos os participantes.

— Acho que a saída para o processo eleitoral do ano que vem, o mundo está olhando o Brasil como um grande case, é a ampliação da transparência, o que implica em trazer o agente político para dentro do sistema de accountability da sua própria campanha, algo altamente factível — finaliza Ruediger.


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