Debate sobre febre amarela mobiliza mais de 500 mil menções em janeiro, aponta DAPP Report

Levantamento da FGV DAPP mostra ainda que classe política (ainda) passa relativamente incólume ao debate; Temer é o ator mais citado, com apenas 1,6 mil postagens sobre a doença

há 1 ano

Nova edição do “DAPP Report – A semana em dados” aponta que a discussão sobre febre amarela mobilizou 567,7 mil postagens no Twitter ao longo do mês janeiro, após meses de debate oscilante, engajado principalmente por notícias e eventos esporádicos. Essa mudança no padrão de debate (entre 1º e 10 de janeiro, a média diária de menções à febre amarela foi de apenas 3,7 mil postagens/dia; desde então, passou a 25,2 mil/dia) se deve em especial a três fatores: (1) o aumento no número de casos espalhados por diferentes regiões; (2) os problemas com a imunização da população; e (3) as mortes de macacos.

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A questão da morte de macacos impulsionou mais de um terço das discussões sobre febre amarela em todo o Brasil na semana. A presença dos macacos nas postagens sobre saúde pública, inclusive, hoje é muito superior à do mosquito aedes aegypti — desde 15 de janeiro, houve 171 mil menções no Twitter aos símios, contra 56 mil aos insetos.

A classe política, por sua vez, (ainda) passa relativamente incólume ao debate sobre febre amarela. Michel Temer é o ator mais citado, com apenas 1,6 mil postagens sobre a doença (cerca de 0,3% do total de menções). Geraldo Alckmin aparece 680 vezes, contra 470 menções a João Doria: ambos são criticados pelo avanço do problema no estado de São Paulo, mas sem expressivo volume.

Já o debate político nas redes sociais após julgamento do ex-presidente Lula (cujas menções caíram 41%) é marcado por uma intensificação da fragmentação política e por discussão sobre possíveis “herdeiros” de votos do petista. Tanto na esquerda (para além de Lula) quanto na direita (para além de Bolsonaro), o cenário é marcado, mais do que nunca, pela fragmentação e pela disputa sobre quem pode descolar dos demais.

As últimas horas foram marcadas também pela divulgação de pesquisa eleitoral que testa os diversos cenários colocados no momento. Vale destacar o aumento de menções ao apresentador Luciano Huck, que retoma níveis vistos antes do “anúncio” de sua desistência no final do ano passado, hoje similares aos do governador Geraldo Alckmin. A ex-senadora Marina Silva e Ciro Gomes, por sua vez, retomam parte do espaço no debate, na esteira da discussão acerca da situação do ex-presidente Lula.


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