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Debate sobre segurança alcança 2,3 milhões de menções impulsionado por intervenção federal no Rio, mostra DAPP Report

DAPP Report mostra que Temer é citado em 102,2 mil publicações, quase o dobro de Bolsonaro (57 mil), principal ator eleitoral regularmente ligado à temática de segurança

há 7 meses

 

Edição da semana do “DAPP Report – A Semana em Dados”, publicada nesta sexta-feira (23/02), mostra que debate sobre segurança pública mobilizou 2,3 milhões de menções no Twitter em sete dias. Desse total, cerca de 40% (910 mil) das publicações, estiveram relacionadas à intervenção federal do Rio e as discussões dela decorrentes na economia e na política. A assinatura do decreto de intervenção provocou 463,4 mil menções apenas no dia 16 de fevereiro, o segundo maior volume diário sobre segurança já registrado pela FGV DAPP.

>> Confira a íntegra do Report em PDF 

Segurança é o tema de políticas públicas de maior volume de menções dentre os coletados pela Diretoria em redes sociais — com a regular exceção das semanas e meses em que a corrupção ocupa o primeiro lugar. Mas, desde o Carnaval, o tópico adquiriu proporções ainda mais elevadas dentro do debate público no Brasil. O decreto engajou todos os principais grupos e atores políticos da web, de dentro e de fora do Rio, interferindo diretamente na conjuntura política.

O presidente Michel Temer é citado em 102,2 mil publicações (5%), quase o dobro da associação a Jair Bolsonaro (57 mil), principal ator eleitoral regularmente ligado à temática de segurança. Também impulsionadas por discussões levantadas devido à intervenção, foram expressivas as menções às Forças Armadas (724 mil postagens), à questão prisional (151,9 mil) e ao Estatuto do Desarmamento (54 mil).

>> Leia mais: Debate sobre Reforma da Previdência mobilizou 151 mil menções no Twitter, mostra DAPP Report 

A Reforma da Previdência se manteve no centro das discussões econômicas da semana, atingindo seu recorde com 37 mil menções no dia 19 de fevereiro. O fato está intimamente relacionado à intervenção federal no estado do Rio de Janeiro, responsável pela suspensão da tramitação da medida.

O maior grupo participando do debate de segurança da última semana foi o rosa, correspondendo a quase 30% dos perfis participando do debate. O grupo não fala majoritariamente sobre o tema de segurança pela perspectiva política do Brasil, e sim conta casos pontuais relacionados a insegurança. O segundo maior grupo (amarelo), se coloca a favor da intervenção, e representa cerca de 20% do debate. Os participantes do grupo enfatizam a noção de que “quem não deve não teme” e dão a entender que basta obedecer ao pedido dos militares de mostrar identificação para que a intervenção ocorra sem causalidades.

O terceiro maior cluster do grafo é o vermelho (pouco mais de 16% dos perfis participando do debate), que critica duramente a intervenção federal . O principal tuíte do grupo é de Gregório Duvivier, no qual diz que o uso das Forças Armadas serve para desviar a atenção da derrota da Reforma da Previdência. O grupo em verde se coloca a favor da intervenção federal, correspondendo a cerca de 15,5% dos perfis debatendo o assunto. Conta com a presença de presidenciáveis como Michel Temer, Jair Bolsonaro, Henrique Meirelles, Marina Silva, Geraldo Alckmin e João Amoedo.

Por fim, o grupo azul aparece representando cerca de 6,5% dos perfis engajados no debate e conta com a presença do presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia, além de alguns veículos da imprensa como @g1 e @JornalOGlobo. Os perfis do grupo compartilham muitas notícias, enquanto outros tuítes mostram apoio explícito à intervenção. Vale ressaltar que todos os grupos descritos também falam do recente ataque de Nikolas Cruz a uma escola americana na Flórida, duvidando que o armamento funcionaria no Brasil.


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