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Desigualdade sobre trilhos e rodas: um estudo sobre o acesso ao metrô e BRT na cidade do Rio

Morador de Vila Paciência, na Zona Oeste, compromete até 64% da renda com transporte integrado, contra menos de 4% do de Ipanema

há 1 ano por Janaina de Mendonça Fernandes, Miguel Orrillo, Bárbara Barbosa, Margareth da Luz

Estação de metrô Uruguai, na Tijuca, Zona Norte do Rio (Tomaz Silva/Agência Brasil)

Estação de metrô Uruguai, na Tijuca, Zona Norte do Rio (Tomaz Silva/Agência Brasil)

Morar perto de um transporte de alta capacidade é garantia de acesso à circulação na cidade? Para responder à pergunta, o presente estudo analisou o impacto das tarifas do metrô e do BRT na cidade do Rio de Janeiro na renda per capita dos moradores.

O levantamento levou em conta a renda de pessoas que estão na chamada zona primária das estações, ou seja, moram num raio de até 800 metros de cada estação. A distância é baseada no tempo que as pessoas estão dispostas a andar para acessar os chamados transportes de alta capacidade.

O foco da análise abaixo é o acesso igualitário aos espaços públicos, aos bens culturais, de uso coletivo e sociais da cidade, assim como às oportunidades de emprego e renda. Sabe-se que o acesso ao transporte de alta capacidade é um facilitador desta circulação, o que é reforçado pelo tempo de deslocamento das grandes metrópoles brasileiras.