Diretor da FGV DAPP apresenta estudo na CPMI das fake news

Trabalho sobre o uso de robôs em momentos-chave da política brasileira é exemplo para debater a influência das redes sociais nas eleições

há 4 meses

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPI) das Fake News, que investiga a divulgação de notícias falsas nas redes sociais e assédio virtual, realiza oitivas decorrentes dos Requerimentos nº 90 e 108/2019.

O diretor de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas (FGV DAPP) Marco Aurelio Ruediger foi um dos convidados da 13ª reunião da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fake news na última quarta-feira (27), em Brasília. O convite foi um reconhecimento ao trabalho desenvolvido pela FGV DAPP sobre o uso de contas automatizadas em momentos-chave da política brasileira, como as Eleições Presidenciais de 2018 e 2014.

Na apresentação, Ruediger citou a experiência adquirida pela FGV DAPP nas últimas eleições e a importância de antever questões para as eleições municipais do ano que vem. Exemplo disso é a cobrança por ações de adequação do TSE para lidar com desinformação e contas automatizadas, bem como ajustes na Lei de Geral de Proteção de Dados. 

Nesse contexto, Ruediger também mencionou o estudo “Robôs, redes sociais e política no Brasil: interferências ilegítimas no debate público na web, riscos à democracia e processo eleitoral de 2018”. Além de refinar a metodologia de identificação de contas automatizadas, o documento traz a sua aplicação em quatro casos em que foi observada presença significativa de robôs. 

Já no âmbito da Sala de Democracia Digital, projeto de monitoramento do debate político nas redes, a Diretoria lançou o segundo volume, atualizado e com casos mais recentes de interferências ilegítimas. 

A CPMI das fake news foi instalada para investigar os ataques cibernéticos que atentam contra a democracia e o debate público, a utilização de perfis falsos para influenciar os resultados das eleições 2018. Investiga também a prática de cyberbullying sobre os usuários mais vulneráveis da rede, bem como sobre agentes públicos, além do aliciamento e orientação de crianças para o cometimento de crimes de ódio e suicídio.

>> Confira a sessão da CPMI na íntegra


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