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DAPP participates in the ‘Virada da Mobilidade’ in São Paulo with study on access to public transport

Researcher Janaína Fernandes presented the study "INEQUALITY ON TRACKS AND WHEELS: A STUDY ABOUT ACCESS TO THE METRO AND THE BRT IN RIO"

4 weeks ago

A Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV/DAPP) participou nesta quarta-feira da Virada de Mobilidade, em São Paulo, que começou no dia 17 e termina dia 23 de setembro. A DAPP foi representada pela pesquisadora Janaína Fernandes, que apresentou o trabalho “Inequality on tracks and wheels: a study about access to the Metro and the BRT in Rio”.

O levantamento da DAPP apresentado no evento analisa o impacto das tarifas do metrô e do BRT na cidade do Rio de Janeiro na renda per capita dos moradores, avaliando o tempo que é preciso para percorrer a distância de casa até o trabalho, por exemplo. Sabe-se que o acesso ao transporte de alta capacidade é um facilitador da circulação na cidade, o que é reforçado pelo tempo de deslocamento das grandes metrópoles brasileiras.

— O estudo chama a atenção para a necessidade de se promover uma cidade justa, que parte do princípio de que todos os cidadãos devem ter acesso igualitário aos espaços urbanos, aos bens culturais, de uso coletivo e sociais da cidade, assim como às oportunidades de emprego e renda — conta a pesquisadora Janaína Fernandes.

A análise mostrou que enquanto os moradores no entorno da estação Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, na Zona Sul, comprometem menos de 3% da sua renda mensal média de R$ 8.561 com a passagem do metrô, quem mora nos arredores da estação Acari/Fazenda Botafogo, na Zona Norte, tem 25,6% da sua renda média de R$ 703 comprometidos com esse transporte. No BRT, a disparidade aumenta: moradores da área da estação Golfe Olímpico da Transoeste, na região da Praia da Reserva, comprometem 1,11% da sua renda média de R$ 15.078 com o BRT. Já para o morador do entorno da estação da Transoeste na Vila Paciência, comunidade em Santa Cruz, esse percentual vai para 35,2% da sua renda média de R$ 473.

A Virada da Mobilidade, promovida pela prefeitura de São Paulo com apoio da iniciativa privada e do terceiro setor, busca repensar os trajetos diários das pessoas, apresentando alternativas de locomoção mais inteligentes e sustentáveis. O evento, que teve a participação de ONGs, agentes públicos e empresários, discutiu o uso de diferentes formas de transporte, a ligação entre eles e reforça a necessidade de alternativas que fujam do trânsito.