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FGV DAPP monitors the public debate on federal intervention in Rio each week

Analyzes point to polarization between groups that support and criticize the measure and highlight political and comprehensive aspects of public security in the country

9 months ago

Desde seu anúncio, em 15 de fevereiro, a intervenção federal na segurança pública do estado do Rio de Janeiro tem mobilizado um intenso debate sobre seus efeitos e eficácia no combate à criminalidade e na reestruturação da gestão estadual voltada ao setor. Diante deste cenário, a FGV DAPP tem feito o monitoramento semanal do debate público no Twitter acerca das ações que envolvem a implementação da medida. As publicações, um total de cinco até o momento, são disponibilizadas no site às quintas-feiras.

No relatório de redes mais recente, destacou-se que, um mês após o anúncio da intervenção, o debate sobre o tema somou 205,6 mil menções (entre as 10h do dia 13/03 e as 10h do dia 20/03), volume 120% maior do que o da semana anterior, quando a FGV DAPP coletou 93,6 mil menções. A comoção com o assassinato da vereadora Marielle Franco alterou, em forte medida, o debate sobre a intervenção esta semana. Transferiu-se o enfoque das discussões no Twitter, a partir da noite de quarta-feira (14), ao impacto da morte de Marielle na conjuntura de atuação dos militares no estado, assim como à leitura sobre as razões que levaram ao crime. A polarização entre opositores e defensores da intervenção, portanto, se manteve — sob a ótica das críticas à violência policial e à violação de direitos, agendas de Marielle, contra a reiteração da importância da presença militar no Rio para combater a criminalidade.

Os clusters rosa (40,7%) e vermelho (22,3%) concentram os grupos de solidariedade à vereadora do Psol, sendo o rosa com maior predomínio de influenciadores da sociedade civil e cidadãos comuns, que fazem críticas à polícia (e aos milicianos), à guerra às drogas, ao governo federal e à desigualdade no país como elementos que contribuem com a violência, também rebatendo a divulgação de informações falsas sobre Marielle nas redes sociais; o vermelho tem conteúdo discursivo semelhante, mas organiza o engajamento de maior militância político-partidária, assim como influenciadores da imprensa e de celebridades alinhadas à esquerda.

O núcleo em azul, com o aumento de manifestações sobre a intervenção federal, em função do assassinato de Marielle, perdeu espaço na discussão, reunindo apenas 16,7% do grafo. Nesse grupo, permanece um debate de forte apoio à intervenção e às Forças Armadas, com o questionamento sobre os dados gerais de violência no país e no Rio, a falta de “repercussão” da morte de policiais e de outros acontecimentos trágicos de cidadãos comuns.

Os demais grupos, sem a mesma organização de atores e temas, se orientam em torno de tuítes de muito impacto na semana: em laranja (7,6%), a principal postagem relaciona a morte de Marielle à execução, por policiais, de pessoas que se opõem à corrupção e denunciam abusos; em azul-claro (4,6%), é um tuíte de humor sobre os resultados da intervenção, interagindo com perfis à direita e à esquerda da discussão.

Confira as íntegras em PDF:

A intervenção federal nas redes | 15.02 a 20.02
A intervenção federal nas redes | 20.02 a 27.02
A intervenção federal nas redes | 27.02 a 06.03
A intervenção federal nas redes | 06.03 a 13.03
A intervenção federal nas redes| 13.03 a 20.03


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