Ferramentas DAPP

Pesquisa da FGV-DAPP com drones é tema de reportagem da GloboNews

Edição das 10h mostrou o uso de imagens aéreas para identificar criadouros do mosquito transmissor da dengue

há 1 ano por MARCO AURELIO RUEDIGER

O uso de drones pela Diretoria de Análise de Políticas Públicas (FGV-DAPP) em uma pesquisa sobre incidência de dengue no Rio de Janeiro foi destaque na Globonews nesta sexta-feira, 26 de fevereiro. A iniciativa, promovida pelo DAPP Lab, laboratório de inovação tecnológica da FGV-DAPP, – e que irá ao ar na íntegra no começo de março – tem objetivo de ajudar autoridades de saúde a identificar com mais agilidade focos criadores do mosquito Aedes aegypti e evitar o agravamento do quadro de saúde do país. A reportagem do Edição das 10h mostrou imagens aéreas dos bairros de Botafogo, na Zona Sul, e Realengo e Padre Miguel, na Zona Oeste da cidade.

A utilização de drones pode facilitar o monitoramento de áreas maiores em menos tempo e com menos gastos de recursos públicos, inclusive em imóveis fechados, aos quais o poder público não tem acesso. Para o Diretor da DAPP, Marco Aurélio Ruediger, esta é uma das ferramentas para que os agentes públicos combatam o mosquito com mais efetividade. De acordo com Ruediger, há hoje uma discrepância entre os dados produzidos pelas secretarias municipais e estaduais e pelo Ministério da Saúde, o que dificulta a gestão do combate a doenças como dengue, zika e febre chikungunya.

“A FGV-DAPP trabalha de forma a agregar e dar transparência a dados que não são claramente apresentados para opinião pública, o que leva a uma menor mobilização. A diferença entre os números gera um enorme problema para se entender como o país está reagindo para combater as doenças”, disse Ruediger.

Números da dengue

Prestes a sediar um grande evento internacional como a Olimpíada, o Brasil viveu em 2015 uma explosão do número de casos de dengue, a maior incidência entre os países das Américas, de acordo com a Organização Pan-americana da Saúde (OPAS). O país registrou mais de 1,6 milhão de casos prováveis da doença no ano passado, cerca de 180% a mais do que em relação em relação a 2014, quando foram contabilizados 590 mil casos.

O Estado com o maior número de casos em 2015 foi São Paulo, com 734 mil notificações, mas a maior incidência foi registrada em Goiás: 24,7 casos a cada mil habitantes.

Orçamento da dengue

Apesar do crescimento do número de casos de dengue no país, dados levantados pela FGV-DAPP apontam que a execução orçamentária para vigilância, prevenção e controle da doença vem enfrentando uma queda consecutiva há três anos. Entre 2014 e 2015, os valores autorizados da ação de incentivo financeiro aos Estados, Distrito Federal e municípios para vigilância em saúde saltou de R$ 1,72 bilhão para R$ 1,97 bilhão, mas o percentual da taxa de execução caiu de 88,5% para 77%, o que significa que, na prática, unidades federativas e municípios receberam menos R$ 20 milhões da União de um ano ao outro. Para o plano orçamentário da coordenação nacional de vigilância, prevenção e controle da dengue, a taxa de execução saiu de 66% em 2013 e chegou a 27% em 2015.

Os resultados completos do estudo da FGV-DAPP serão divulgados no início de março. Veja abaixo algumas conclusões preliminares da pesquisa:


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