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FGV DAPP e Atlantic Council firmam acordo para projeto de combate à desinformação nas eleições de 2018

Diretor e pesquisadores integraram rede de ‘sherlocks digitais’ dedicada a desenvolver métodos para expor interferências no debate público

há 5 meses

O ano de 2018 será decisivo no campo político não apenas para o Brasil, mas também para outros países latinos americanos. Com um cenário de polarização agravado pelo fenômeno da desinformação, o Brasil prepara-se para eleições presidenciais em outubro, na sequência de outros dois pleitos latino-americanos: na Colômbia, que elegeu Iván Duque em 18 de junho, e no México, que vai às urnas em 1º julho. É nesse contexto que a FGV DAPP firmou um acordo com o think tank americano Atlantic Council para integrar o #ElectionWatch, projeto que reúne centros de pesquisa, agências de fact-checking e veículos de mídia regionais com objetivo de rastrear e combater interferências ilegítimas no debate público.

Pesquisadores do Adrienne Arsht Latin America Center e do Digital Forensic Research Lab, ambos programas do Atlantic Council, vão atuar em campo com parceiros locais nos três países latino-americanos por um período antes e durante as eleições. O objetivo é apoiar instituições e promover a resiliência digital por meio de engajamento e capacitação.

As análises produzidas em conjunto pela FGV DAPP e pelo Atlantic Council serão publicadas ao longo da campanha presidencial com o intuito de contribuir para o debate no âmbito da democracia digital.

A FGV DAPP vem dedicando-se ao tema com estudos que monitoram o debate público nas redes, identificam ações de contas automatizadas e analisam a disseminação de fake news. Entre os dias 22 e 23 de junho, o diretor da FGV DAPP, Marco Aurelio Ruediger, e os pesquisadores Amaro Grassi e Danilo Carvalho participaram do 360 Open Source Summit, simpósio organizado pelo Atlantic Council em Berlim para discutir dados abertos, análise de redes sociais e pesquisa forense digital. Workshops e painéis debateram as mais recentes tecnologias e pesquisas para elaborar uma resiliência digital na defesa da democracia.

Os dois dias incluíram sessões interativas e treinamentos práticos que reuniram 150 jornalistas, ativistas, inovadores e líderes de todo o mundo para pensar fatos objetivos e realidade dentro da democracia. Um dos objetivos do evento foi fortalecer uma rede intersetorial de “Sherlocks Digitais” que criará e cultivará técnicas necessárias para expor notícias falsas, documentar abusos dos direitos humanos e relatar a realidade de eventos globais em tempo real.

 


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