Ferramentas DAPP

FGV DAPP lança plataforma #observasegurança que facilita acesso a informações sobre segurança pública

Em painel de debate, especialistas destacaram a importância da divulgação de dados para o planejamento estratégico do setor

há 2 semanas

A Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas lançou, nesta quarta-feira (31), a ferramenta #observasegurança, que disponibiliza dados sobre denúncias anônimas de situações de violência, crimes registrados e prisões no estado do Rio de Janeiro. O painel “Um panorama da segurança pública no estado do Rio de Janeiro” contou com pesquisadores da FGV DAPP e representantes das instituições parceiras da plataforma — Disque Denúncia, Instituto de Segurança Pública (ISP) e Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP).

Acesse a ferramenta #observasegurança

Veja o painel de lançamento na íntegra

Durante o evento, os participantes apontaram a importância da divulgação de dados na tomada de decisões sobre políticas públicas, dentro do atual cenário da segurança no Brasil. O diretor da FGV DAPP, Marco Aurelio Ruediger, destacou os desafios colocados diante de gestores públicos no que se refere à segurança pública.

— A segurança pública deixou de ser há muito tempo uma questão só da cidade ou do estado. Tornou-se uma pauta a nível nacional. Por isso mesmo, o tema acabou sendo motor da sociedade brasileira em algumas de suas escolhas políticas nestas eleições — destacou Ruediger, dando início ao evento. — Nosso trabalho nesta ferramenta foi, sobretudo, desenvolvido para possibilitar uma reflexão estratégica dos polos de estudo e do cidadão comum a partir do acesso a dados.

A união de diferentes bases de dados em uma plataforma que busca apresentar as informações de forma clara, transparente e acessível pela sociedade também foi destacada.

— É preciso mostrar, jogar luz sobre os dados. Acho que esse é o desafio quase que civilizatório da nossa sociedade nos próximos meses porque muita coisa não é nem vontade política é falta de saber o que perguntar para os dados. A vantagem de plataformas que agregam bases de dados, como esta, é que a informação nasce dessa agregação — ressaltou Renato Sérgio de Lima, diretor presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

José Paulo Morais, diretor do Centro de Estudos e Pesquisas e do Museu Penitenciário da SEAP, também falou da importância da ferramenta, destacando que é preciso fazer um esforço também no planejamento de segurança.  

— Uma ferramenta como essa é muito importante para contribuir com a segurança pública. A pesquisa é fundamental e estamos na luta pela informação, para podermos contribuir de uma forma melhor e mais precisa através de dados mais atualizados. O Estado tem que ter um planejamento a longo prazo — afirmou Morais.

— É preciso saber onde o problema está, saber quais são os locais de maior criminalidade para agir porque não é possível ter um policial a cada esquina. Acima de olhar os dados, temos que planejar olhando os estudos e políticas que funcionam na segurança pública. Patrulhamento de mancha criminal é a política número um no mundo, devemos acompanhar esse processo dia a dia — complementou Joana Monteiro, presidente do ISP.

Os palestrantes falaram também sobre a dificuldade na produção de dados e, principalmente, no custo e tempo envolvidos. Eles acrescentaram que todas as instituições têm se esforçado nesse sentido até para contribuir com ferramentas como a #observasegurança.

— Estamos buscando contribuir com estudos que sejam base para possíveis políticas públicas. É fundamental ter dados em um menor tempo, mas é preciso entender que nem todo dado pode ser disponibilizado ao público final dado à sensibilidade da informação e à necessidade de checagem  — disse Walkir Britto, gestor de dados e ferramentas do Disque Denúncia.


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