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FGV/DAPP e app Fogo Cruzado firmam parceria para produzir pesquisas sobre políticas públicas e os efeitos da violência armada

Parceria busca qualificar o debate sobre segurança pública e propor ações de políticas públicas para mitigar os efeitos da violência sobre a sociedade

há 3 meses

A Diretoria de Análise de Políticas Públicas (DAPP) da FGV e o aplicativo e mapa colaborativo Fogo Cruzado inauguram uma parceria para elaborar pesquisas que abordam registros de violência armada no Rio de Janeiro e possíveis ações de políticas públicas para mitigar esses efeitos.

No primeiro estudo, foram cruzados dados acumulados entre julho de 2016 e julho de 2017 sobre tiroteios e disparos de armas de fogo foram cruzados com informações instituições públicas de ensino do Rio de Janeiro (escolas estaduais, municipais, federais e creches). A análise é subsidiada por mapas e estatísticas do impacto da violência armada sobre a população em idade escolar na cidade do Rio de Janeiro. O objetivo da pesquisa é pensar em políticas públicas que vão atender às diferentes necessidades de crianças e adolescentes em idade escolar que vivem em áreas vulneráveis, com altos índices de violência, especialmente a armada.

A parceria entre a FGV/DAPP e o Fogo Cruzado busca qualificar a informação sobre conflitos armados de forma a fomentar o debate público sobre o tema, entendendo o caráter multidimensional da violência e seus efeitos sobre questões prementes na sociedade.

Sobre a DAPP

A Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas (FGV/DAPP) é um centro de pesquisa social aplicada voltado à inovação para políticas públicas, produzindo análise de ponta com uso intensivo de redes sociais e conhecimento interdisciplinar. Tem como missão aprimorar a gestão pública brasileira e qualificar o debate público na sociedade em rede, por meio da transparência e do diálogo entre o Estado e a cidadania.

A FGV/DAPP desenvolve uma agenda de pesquisa a partir de metodologia própria de análise, aprimorada desde a sua criação, em 2012, e que reúne métodos quantitativos e qualitativos tradicionais com recursos inovadores de processamento e análise de bancos de dados públicos e de redes sociais. E disponibiliza à sociedade, afinal, um conjunto de ferramentas de visualização e análise de dados de fácil compreensão e acesso.

Na linha de pesquisa aplicada Segurança & Cidadania, estudos e análises de dados sobre polícia, direitos humanos e cidadania buscam promover um debate qualificado sobre as políticas de segurança pública e relações entre Unidades da Federação, com ênfase em Big Data e visualização de dados. Nesse sentido, já foram disponibilizados ao público a plataforma DataCrime, que oferece um panorama da segurança no país, com dados sobre crimes, efetivo policial e sistema carcerário; o estudo “Denúncia, Crime e Castigo”, que estabelece uma geografia do ciclo da criminalidade na cidade do Rio de Janeiro; entre outros.

Sobre o Fogo Cruzado

O aplicativo e mapa colaborativo Fogo Cruzado foi desenvolvido na Anistia Internacional como parte da campanha “A violência não faz parte desse jogo!”, lançada um mês antes da Rio 2016 para exigir medidas preventivas para evitar violações de direitos humanos nas operações de segurança pública no Rio de Janeiro. Desde então, moradores da cidade e região metropolitana do Rio tem um meio para dar visibilidade à rotina de tiroteios e violência armada com a qual convivem.

A ideia para o aplicativo surgiu de pesquisas autônomas que contabilizavam tiroteios no Rio de Janeiro no início de 2016, através de informações disponíveis na imprensa, boletins policiais e redes sociais, somados às diretrizes da campanha, e se tornou uma ferramenta para que a população mais afetada pela lógica da guerra mostre, de forma segura e anônima, todas as vezes em que é colocada no meio do ‘Fogo Cruzado.

O aplicativo deu tão certo no Rio que ele está em fase de transição e será relançado no segundo semestre, já com cobertura ampliada para outras regiões metropolitanas brasileiras. Mas o intuito segue o mesmo: gerar dados de qualidade, de forma colaborativa, que podem agregar o debate sobre violência armada e subsidiar a cobertura da imprensa em áreas outrora pouco cobertas.