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Gastos per capita com servidores municipais triplicam desde 2000

Pesquisa da FGV/DAPP publicada por O Globo aponta que disparada da folha de pagamento é reflexo da municipalização de serviços

há 8 meses

Um novo estudo da FGV/DAPP aponta que o dispêndio anual per capita com o funcionalismo municipal cresceu 210,5% entre 2000 e 2014, passando de R$ 216 para R$ 671 por brasileiro. De acordo com a pesquisa, publicada nesta segunda-feira, dia 5, em O Globo, o crescimento da folha de pagamento se deve à municipalização de serviços desde a Constituição de 1988.

A pesquisa, fruto de uma parceria entre a FGV/DAPP e O Globo na cobertura das eleições municipais de 2016, toma como base os dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2014, que aponta também que um crescimento menor dos gastos per capita com funcionalismo estadual e federal — 85,7% e 74,2%, respectivamente.

No mesmo intervalo, os gastos totais com vínculos de servidores municipais (sem a divisão per capita), por ano, subiram de R$ 37,4 bilhões para R$ 136 bilhões, um aumento de 263% — também maior do que a elevação de gastos totais nos níveis estadual e federal.

Com mais atribuições, os municípios precisaram contratar mais gente e comprometeram o orçamento com a folha, deixando pouco espaço para investimentos. Além disso, com a crise, minguaram os repasses da União e dos Estados, o que leva a muitas prefeituras a uma situação crítica.

“Das três esferas, a municipal foi a mais sobrecarregada. Ganhou responsabilidades em áreas como Saúde e Educação; no entanto, muitos municípios não têm capacidade de gerar receita e dependem de repasses dos outros níveis de governo, que também enfrentam crise”, explica o pesquisador da FGV/DAPP Amaro Grassi, que integrou a equipe ao lado de Miguel Orrillo e Wagner Oliveira.

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