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Jeitinho Brasileiro no Trânsito

Estudiosos buscam compreender as razões para o comportamento agressivo dos brasileiros nas estradas.

há 12 meses

Em 2013, o Brasil foi o quarto país do mundo em número absoluto de mortes no trânsito (43.869) e o 42º no ranking de mortes a cada 100 mil habitantes (22,5), segundo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS). Os dados alarmantes motivam acadêmicos de várias áreas a compreender as razões do comportamento agressivo nas rodovias do país.

A pesquisadora da FGV/DAPP, Margareth da Luz, conversou com o UOL a respeito do tema na matéria “O Jeitinho Que Mata”. A antropóloga remete ao mito do homem cordial, definição de Sérgio Buarque de Holanda no clássico “Raízes do Brasil”, para explicar tais comportamentos. Esse personagem podia ser bastante amoroso em família e com os seus próximos, mas também muito cruel no espaço público. Tal modo de agir é habitualmente chamado de “jeitinho brasileiro”.

A reportagem do UOL também faz referência a livro do antropólogo Roberto Da Matta intitulado “Fé em Deus e Pé na Tábua: ou Como e Por Que o Trânsito Enlouquece no Brasil”, de 2010, em que busca explicações históricas para os modos de se encarar o espaço público. A existência de dois ‘países’ dentro do Brasil, um deles herdeiro dos privilégios do Império, dispensado de respeitar as leis, é um dos pontos centrais do argumento do livro. Tal agressividade seria, então, a expressão de uma má convivência entre esses dois ‘países’.


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