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NOTA TÉCNICA SOBRE PESQUISA DE DENGUE (Epidemiologia)

PESQUISA SOBRE NÚMEROS DOS CASOS DE DENGUE DESENVOLVIDA PELA FGV/DAPP

há 2 anos

O presente estudo apresenta uma análise dos casos de dengue no Brasil e nas unidades da federação. Seu objetivo principal é consolidar diferentes fontes de dados para propiciar informações qualificadas para tomada de decisão. Esta nota técnica pontua as fontes e questões metodológicas que embasam a pesquisa, de modo a tornar claros os critérios que oreintaram a divulgação dos resultados. Importante ressaltar que todos os dados utilizados neste estudo podem ser atualizados e passar por alterações em seus números, conforme informam os diferentes órgãos consultados, em sua própria tabulação.

Os dados internacionais são da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e se referem à taxa de incidência de dengue por 100.000 habitantes nos países das Américas.

Para os casos de dengue no Brasil, a fonte é o Ministério da Saúde, que consolidou os dados obtidos pelo SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação) tabulando todos os casos, exceto os descartados. 

O cálculo da taxa de incidência por mil habitantes para cada município do Estado do Rio de Janeiro e para os bairros da cidade do Rio de Janeiro foi feito com base na população obtida no Censo 2010 do IBGE.

O cálculo da taxa de incidência por mil habitantes para os estados da federação e para o Distrito Federal foi baseado na Projeção da População do IBGE para os anos de 2012, 2013, 2014 e 2015.

Para os casos de dengue no Estado do Rio de Janeiro utilizou-se informações da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES). Cabe apontar que não foram encontrados dados para alguns municípios nos anos pesquisados, onde constam a observação “sem dados”. Outros municípios continham um traço (-) na coluna “número de notificações”, o que corresponde a “zero notificações” no período pesquisado. Existem notificações de dengue atribuídas a residentes do Estado do Rio de Janeiro que ocorreram em outras unidades da federação, tais notificações foram desconsideradas para a apresentação do total de dados atribuídos ao Estado do Rio, devido à dificuldade de apontar com certeza o local de contaminação. Dois grupos de dados de notificações de dengue foram utilizados para o estado e respeitam a divisão apresentada no website da SES, são eles: dados até 2013 e dados a partir de 2014. 

De acordo com a SES, os dados de 2014, 2015 e 2016 são preliminares, e constam notificações com data dos primeiros sintomas observados até 02/02/2016 e com situação da base de dados em 26/02/2016, sujeitos a retificação e recebimento de informações de novas notificações, inclusive os ocorridos em outros estados, de residentes no Rio de Janeiro. Os períodos disponíveis correspondem ao ano dos primeiros sintomas.  

Ao gerar as tabelas de casos para os dados da SES utilizamos os seguintes parâmetros para o primeiro grupo (dados até 2013): contabilizamos o total de casos disponíveis na base, isto é, somamos os casos de “dengue clásico”, de “dengue c/complicações”, de “febre hemorrágica dengue”, de “síndrome de choque da dengue” e “casos inconclusivos”, segundo o município de residência do enfermo, menos os casos de residentes Estado do Rio de Janeiro notificados fora do estado.  Para o segundo grupo (dados a partir de 2014), foram contabilizados o total de casos disponíveis na base, isto é, somamos os casos de “dengue”, de “dengue c/sinais alarme”,  de “dengue grave” e “casos inconclusivos”, segundo o município de residência do enfermo, menos os casos de residentes do Estado do Rio de Janeiro notificados fora do estado.

Optamos por usar o município de residência do enfermo, no caso do Estado do Rio, pois observamos que os números se aproximam mais aos divulgados pelo Ministério da Saúde. Além disso, a tabulação dos dados do município do Rio de Janeiro referem-se aos atendimentos realizados em residentes.

Já em relação aos dados do Município do Rio de Janeiro, a fonte da informação epidemiológica é a S/SUBPAV/COORDENAÇÃO DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA – SINAN – MRJ. Os dados tabulados referem-se aos atendimentos realizados em residentes do município do Rio de Janeiro, agrupados de acordo com o mês de início dos sintomas. A tabulação de dados exclui apenas os casos descartados

Para plotagem nos mapas da cidade do Rio de Janeiro não foram considerados os dados com bairro “não identificado”. Estes casos estão contemplados no gráfico que mostra o total de casos da cidade, mas não podem ser plotados no mapa.

Finalizando esta nota, todos os dados guardam a sua data de extração no site dos órgãos, podendo haver correções posteriores à coleta realizada, conforme informam todas as fontes primárias utilizadas. A diferença metodológica se deve a formas diferentes de consolidação que levam em conta, por exemplo, casos de suspeitas e casos confirmados. As correções são periódicas nestas circunstâncias, e, por isso, a data de extração deve ser explicitada. Os dados são atualizados conforme são consolidados, apurados e ajustados pelos diferentes órgãos, e a informação é divulgada à população e aos demais órgãos correspondentes. Por isso, em alguns casos, pode haver diferenças nos números disponibilizados, o que não invalida a informação.


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