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Projeto-piloto da DAPP utiliza drones para combate à dengue

Instituição é uma das primeiras do mundo a usar a tecnologia na pesquisa social aplicada

há 2 anos

Apesar do aumento dos esforços e do investimento das três esferas de governo para o combate ao Aedes aegypti, a dengue continua avançando no país. Entre janeiro e março de 2016, foram 396 mil casos da doença, 52% a mais do que no mesmo período de 2015, segundo dados do Ministério da Saúde. Uma pesquisa desenvolvida pela Diretoria de Análise de Políticas Públicas (FGV/DAPP) propõe o uso de drones para aumentar a eficiência das políticas de vigilância e controle do mosquito transmissor.

A FGV/DAPP é uma das instituições pioneiras no mundo com o uso de drones para coleta e mensuração de dados para pesquisa social aplicada. Durante os primeiros voos-teste, os veículos aéreos não tripulados sobrevoaram regiões da cidade do Rio de Janeiro com alta incidência da dengue, permitindo a vistoria de grandes áreas e de imóveis fechados. A ideia surge como alternativa a ações mais onerosas, como a defendida pela MP 712/2016, em discussão no Senado, que autoriza a entrada forçada de agentes públicos em imóveis abandonados.

Pesquisa Qualitativa

Além da fiscalização, o drone pode ser um importante recurso de pesquisa qualitativa, uma vez que os sobrevoos influenciam a dinâmica local e o engajamento social, atraindo a atenção de moradores e transeuntes. Cidadãos se mobilizam para contribuir voluntariamente com a pesquisa, indicando criadouros mosquito, problemas da localidade e a percepção da ação governamental.

O projeto dos drones é uma das primeiras iniciativas do DAPP LAB, o núcleo de inovação da FGV/DAPP, que tem por objetivo estimular a adoção sistemática de novas tecnologias pelos agentes públicos e fomentar o diálogo entre setor público, produtivo e acadêmico no Brasil.  Acompanhe em breve novidades do DAPP LAB.


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