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Rio registra aumento dos casos de dengue nas primeiras semanas de 2016

Estudo realizado pela FGV/DAPP oferece um panorama da dengue no Brasil. Iniciativa inaugura nova linha de pesquisa aplicada “Saúde em Números”

há 1 ano

No ano em que o Rio de Janeiro sedia um evento internacional como os Jogos Olímpicos, os casos de dengue cresceram mais de sete vezes na cidade nos dois primeiros meses. Essa é uma das conclusões de um estudo da Diretoria de Análise de Políticas Públicas (FGV/DAPP) sobre o panorama da doença no Brasil, divulgado em março. A iniciativa inaugura a nova linha de pesquisa aplicada “Saúde em Números”, que tem por objetivo promover a transparência e qualificar o debate em torno das políticas de saúde no Brasil.

Para o Diretor da FGV/DAPP, Marco Aurelio Ruediger, a área de Saúde exige acompanhamento constante, pelo seu caráter social. “É preciso integrar informações públicas e análise qualificada, com o uso intensivo das tecnologias disponíveis – como o uso de drones – para facilitar a compreensão mais ampla das ações dos governos. Nosso trabalho busca lançar luz sobre informações capazes não apenas de sensibilizar o Estado a gerar políticas mais eficientes, mas também fornecer insumos para que a população se inclua no debate”.  

Para a pesquisadora Janaína Fernandes, a ideia da nova área de pesquisa é justamente combinar a análise de dados públicos com dados de rede e novas tecnologias. “O objetivo do Saúde em Números é buscar soluções inovadoras para transformar os dados coletados em informações de fácil entendimento ao público. É dessa forma que acreditamos possível a qualificação do debate público”, defende  a pesquisadora da FGV/DAPP.  

Saúde em Números

O Rio de Janeiro registrou 2,5 mil casos de dengue apenas em janeiro e fevereiro, frente aos cerca de 319 do mesmo período do ano anterior, segundo dados Secretaria de Saúde do Município. O crescimento não contempla, portanto, os meses de março e abril, quando historicamente há um pico de notificações da doença.

Além do aumento do número de casos, a pesquisa aponta que não há correspondência exata entre os dados levantados pelas secretarias estadual e municipal de Saúde, devido a diferenças na forma e na metodologia de contagem. Enquanto para a prefeitura, houve na cidade do Rio em 2016 mais de 2 mil casos, para o Estado houve 246.

De acordo com Ruediger, a discordância entre os dados produzidos pelas secretarias municipais e estaduais e pelo Ministério da Saúde dificulta a gestão do combate a doenças como dengue, zika e febre chikungunya.

“A FGV-DAPP trabalha de forma a agregar e dar transparência a dados que não são claramente apresentados para opinião pública, o que leva a uma menor mobilização. A diferença entre os números gera um enorme problema para se entender como o país está reagindo para combater as doenças”, disse o Diretor da FGV/DAPP.

Os primeiros resultados da pesquisa do Saúde em Números ganharam destaque em veículos de imprensa. A reportagem da Edição das 10h, da Globo News, abordou a explosão do número de casos e o uso de drones para pesquisa social, enquanto as matérias da Rede Globo e do jornal O Globo salientaram a queda percentual na execução orçamentária do repasses da União a estados e municípios para ações de vigilância sanitária, entre as quais estão incluídas a prevenção e o controle da doença.

Confira mais detalhes sobre a pesquisa a respeito da execução orçamentária de combate à dengue. Leia também a nota técnica sobre as fontes e questões metodológicas que embasam a pesquisa.

Veja abaixo dados da pesquisa.

Dengue RJ
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