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Tiroteio na Tijuca mobiliza 1,2 mil menções no Twitter em 2 dias, revela levantamento da FGV/DAPP

Palavras mais citadas são “ tiroteio”, “bloco” e “garçom”; hashtag #insegurança é utilizada em cerca de 3% do debate

há 5 meses por Dalby Dienstbach, Ana Luísa Azevedo, Danielle Sanches

Levantamento da Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV/DAPP) aponta que o tiroteio registrado na noite do último sábado (27/01) na Tijuca, Zona Norte, e que resultou na morte de uma pessoa, mobilizou 1,2 mil menções no Twitter entre as 22h de sábado e as 9h30 desta segunda-feira (29/01). O debate iniciou com uma média de 13 postagens por minuto, logo após o tiroteio e, durante o pico, às 10h de domingo (28), alcançou uma média de 17 postagens por minuto.

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O debate se concentrou no uso das palavras “tiroteio” e “bloco” que apareceram em 50% (600 menções) e 49% (quase 600 menções) das postagens, respectivamente. As palavras “garçom” e “morto” aparecendo em 33% (quase 400 menções) e 30% (360 menções) do debate, respectivamente.

Dentre as outras dez palavras mais recorrentes, estão “tijuca” (63%); “tiros” (22%); “conde” (20%) e “bonfim” (17%), referentes ao nome da rua em que o tiroteio ocorreu; “policial” (18%); e “perseguição” (16%).

A postagem mais compartilhada, do @RJ_OTT, com mais de 130 retuítes até o fechamento desta análise, inclui um vídeo amador que registra o momento dos tiros e destaca, ainda, o fato de um policial ter sido ferido na ocasião.

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As hashtags relacionadas ao episódio que foram mais utilizadas no debate foram #polícia (4%) e #insegurança (3%). Numa análise do conteúdo das postagens, observa-se que usuários descrevem o clima de tensão durante o episódio e recorrem a ironias para falar da banalização da violência, inclusive “prevendo” a ocorrência de casos semelhantes no carnaval.

Dentre as cinco contas com maior atuação durante o debate, cujas as postagens foram mais mencionadas, respondidas e retuitadas, quatro pertencem a perfis institucionais de caráter informativo. São eles: o aplicativo Onde Tem Tiroteio – RJ (@RJ_OTT); o jornal O Globo (@JornalOGlobo); o jornal O Globo – Rio (@OGlobo_Rio); e a emissora de rádio BandNews FM – RJ (@bandnewsfmrio).

Nesse sentido, o Twitter pode funcionar como um canal de informação que expressa a repercussão de eventos que impactam na percepção da segurança pública, funcionando como um “termômetro” de como os usuários das redes sociais se sentem impactados por estes acontecimentos seja na sua rotina, seja no seu sentimento de insegurança.


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